MARIA REZENDE
Poeta, performer, montadora de cinema e tv e celebrante de casamentos. Cozinha banquetes para pequenas multidões, pedala uma bicicleta florida, dança sem música em dias nublados e é a medrosa mais corajosa que conhece. Filha do cineasta Sérgio Rezende e da produtora Mariza Leão, há três anos escreve poesias, e declamadora há mais tantos, mas “Substantivo feminino” é a sua primeira publicação. E, apesar de admitir que “Pau mole” é o seu grande hit, não classifica sua obra como erótica. — Não concordo. É um livro de poemas. O livro, com prefácio de Elisa Lucinda, traz versos ousados, aborda o sexo de maneira clara (“meu pai fica constrangido”, confessa). Segue seu grande hit:
Adoro pau mole
Adoro pau mole.
Assim mesmo.
Não bebo mate
não gosto de água de coco
não ando de bicicleta
não vi ET
e a-d-o-r-o pau mole.
Adoro pau mole
pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.
Adoro pau mole
porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade
que eu prezo e quero, sempre.
Porque ele é ícone do pós-sexo
(que é intrínseca e automaticamente
- ainda que talvez um pouco antecipadamente)
sempre um pré-sexo também.
Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.
É dentro dele,
em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,
que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.
NOTA FINAL:
Se você gosta de pau mole (ou duro, não importa), ou melhor, se você gostou do poema da Maria Rezende, procure mais sobre ela nestes endereços:

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