sexta-feira, 5 de junho de 2026

A PALAVRA, de Leilah Assunção



“Xotinha é a das outras. Uma fêmea linda e tesuda como você tem é uma bela de uma bo-ce-ta.”

A palavra estalou no quarto. Como gema de ovo. Gelada. Ribombou nas paredes.

Como tambor. E parou. Parou suspensa. Solidificada.

Leda não sabia se afundava pela terra adentro, se ia embora, ou se fingia simplesmente não ter escutado a palavra horrível.

Não, impossível não ter escutado. Lá estava ela, a palavra, paralisada no ar, não só escutada como soletrada, arregalada, descarada, bo-ce-ta. Horrível. De todas, a única que ela jamais conseguiria pronunciar. Medonha. Quando a via escrita nos muros, lá no Interior, mesmo com bu em vez de bo, se avermelhava toda e virava o rosto. Quando começara a dizer alguns nomes feios, com as meninas do internato, esse era, de comum acordo, feio-além-da-conta, esse era “aquele” que não se ousará nunca dizer. Quando, já moça feita e desinibida, nos amores com o noivo pedia-lhe entre suspiros que “a possuísse logo”, sabia muito bem que os “desvarios” tinham limites claros, que a vulgaridade estava obviamente fora dos limites, e que “essa” palavra então, “essa” palavra destruiria tudo. E agora ali estava, na cama com um estranho, o noivado mal rompido, na cama com um estranho que lhe admirava a bo-ce-ta. Ai, não, que horror, não conseguia sequer “pensá-la” inteira. E a palavra ali na sua frente, boiando e planando, paradona, encarada, encarada, ah meu Deus, que lhe dera na cabeça? Como pôde chegar a isso? A menos de três horas atrás estava com o noivo no restaurante, anel no dedo, móveis comprados, casamento marcado, futuro planejado, definido, garantido. Uma briga de nada, começou com qualquer coisa sobre a roupa colorida dela e ela acabou se mandando do restaurante sozinha. Quando ia entrando no seu prédio viu o moço. Deu bola. Ele seguiu, entrou, agarrou e pronto. Ela deixou. Louca. Não, não dava pra não ter deixado, não dava. O noivado rompido, o clima de aventura, a excitação, o inusitado, o desconhecido. Ela deixou e até ousou bastante, pedindo a um estranho: “Põe, põe na minha xotinha, põe.” Pra escutar aquilo. Que xotinha era a das outras. Que a dela, bem, pra escutar aquilo, aquela resposta-palavra despudorada solta no ar encarando ela, como se sentia ridícula. “Põe, põe na minha xotinha.” Uma débil mental miando baixo, uma menina boba esganiçando fino, uma cavalona com a xotinha impúbere. Ficou se imaginando imensa e com a xota de bebê, um tracinho fino e pelado no meio das pernas compridíssimas, das ancas parideiras, do ventre aveludado, dos seios de macieira. Foi aí então que Leda percebeu que a palavra não estava mais no quarto. Foi só então que ela viu que o som, como que por encanto havia desaparecido da frente dela. Aí ela sentiu. Sentiu numa contração quente e funda, quase doída, que a palavra havia caído e se agarrado nos confins das suas entranhas. Se agarrado feito torniquete contorcendo o útero, tinha virado brasa, bo-ce-ta. Cheia e polpuda, ele continuava, crespa, carnuda, e ele foi lá então, carnuda e saborosa, gostosa, gostosa, e se enfiou, bo-ce-ta, a sua bo-ce-ta, boceta de mulher feita de mulher fêmea desabrochada, exuberante, é carne, é suco, é flor, é fruta, é figo, é figo, é boceta, boceta, e com a língua lá dentro ele beijou e lambeu e chupou e se lambuzou, chupa, ela se escutou falando então, chupa, lambe, morde, assim, molha, cospe e beija e saliva molhado, endurece a língua e enfia firme, assim, deixa ela dura como o teu. . . ca-ra-lho. Essa ela já nem se escutou falando mais. Já estava entregue. Ela já não escutava, nem pensava, nem sabia. E nem sentia. Ela “era” todas as emoções e sentimentos, ela era todas as palavras mais sublimes e as mais chãs, ela era todas as poesias e todos os calões mais baixos, amor, amor, ela falava, mesmo sabendo que esse tesão não era amor ela falava amor, não te conheço e te amo, vem amor, me fode com esse teu pau gostoso, não, você não tem pau, você tem ca-ra-lho, pau é o dos outros, você tem ca-ce-te, de homem macho plantado firme, de base sólida se levantando rijo, me dá, me deixa apalpar, assim, me dá, é meu, me deixa passar os lábios e te sentir com a língua, duro, firme, decidido, deixa que a minha boca te engula inteiro, e te sugue e sugue e chupe e nos lambuzemos juntos, vem, investe firme neste meu campo teu, escoiceia e enfia fundo, me entala com o teu talo forte e me estala, me arrebenta, tome posse desse poço, caramba, que foi que eu disse, não sei mais se apenas penso ou digo e faço, eu enlouqueço, e Leda então também beijou e lambeu e chupou e se lambuzou, queria morrer agora e nos cristalizar assim neste prazer tão doido e eternizar este meu gozo novo, este meu gozo único, este meu gozo, ah, caceta, não sei se penso ou falo, fazemos, vem meu tesão louco, desvairado assim, assim, vem, bem fundo, enfia e queima lá no fundo, é de lá que eu... vem amor, ah, me trepa e mete, eu enlouqueço, junto comigo agora, vem meu amor, agora, o gozo nosso, eu vou.... ah, amor, meu amor... meu am... Gritaram juntos. As contrações e o gozo foram completamente inverbalizáveis. A impressão era que depois do gozo eles dois planaram e depois pousaram, relaxando calmos, como se fossem santos. Fecharam os olhos e assim ficaram muito tempo, deitados de mãos dadas, agora sem falar e nem pensar nada. Então ele acariciou os cabelos dela e disse seu nome, Luiz, mas ela pediu silêncio. Então ela mentiu que era casada e que o marido ia chegar. Ele se levantou, mudo, vestiu-se. Rabiscou o telefone num papel, jogou sobre a cadeira e foi-se embora. Ela se espreguiçou, andou um pouco pelo quarto, amassou o papel que estava na cadeira e jogou no lixo, displicentemente. O telefone tocou, era o noivo dela, ela disse que ele tinha um pirulito e ela uma bela de uma boceta, e desligou. Vestiu-se cantarolando, alegre, pela primeira vez na vida sentia-se liberta, segura e solta, dona de si e do mundo. Pegou a bolsa, abriu a porta, chamou o elevador. Saiu pra rua. Nunca tinha visto antes uma noite linda como aquela, o ar tão fino e puro, o céu tão estrelado, nunca se sentira antes tão assim, sem medos, tão assim dona de si, do mundo, e de todos os homens do mundo. Um cara passou e falou que não sabia que boneca andava, ela pensou que cretino e continuou andando. O segundo cara disse que ela era a nora que a mãe dele sonhava, ela pensou que imbecil e continuou andando. Dois, três, cinco quarteirões e finalmente o quarto cara que mexeu com ela fez um barulho molhado com a boca e disse—“ô tesuda, posso dar uma chupada nessa sua boceta gorda?” Ela parou e olhou pra ele. Ficou olhando, e escutando. Ficou esperando. Mas nada. Ela esperando e nada. Nada. Não havia meio, a palavra continuava lá, suspensa e horrorosa. Não havia meio de a palavra cair e se contrair no fim do fundo das suas entranhas e do seu útero. Ficava lá, suspensa e paradona em cima da cabeça dele, sem tesão nem excitação nenhuma, apenas chapada, feia, arregalada e arreganhada. Pornograficada. Ela então voltou pra casa, foi até o lixo, desamassou o papel, foi até o telefone e discou.

“Luiz? Olha, eu não sou casada não e...”’

E foram felizes pra sempre.






(Status Literatura No. 76A.)

sábado, 23 de maio de 2026

MASTURBAÇÃO: NO QUE PENSAM AS MULHERES, QUANDO SE MASTURBAM? (black version)

 





Masturbação. Há muito, deixou de ser “pecado” e, muito antes, deixou de ser “o vício” solitário, aquilo que podia prejudicar a saúde ou indicar desenvolvimento sexual precário.


Homens e mulheres se masturbam. Independentemente de idade ou de condição sexual. Nem vamos fundo nessa questão, porque não é objetivo, aqui, escrever nenhum tratado sobre onanismo (ah, Onã, você que não gozou na boceta da cunhada, sem querer virou o pai dos masturbadores... ) nem sobre sexualidade.


Seguinte: quase todos os homens (ou a maioria) são bichos visuais, ou seja, apreciamos o “ver”. Por isso, fazem sucesso as revistas de mulheres peladas; por isso, há tantas delas por todo lado e, agora, especialmente na internet. As mulheres sabem disso e nos extasiam, exibindo-se.


Mas, publiquem-se fotos de homens nus. Podem ser os mais belos, os mais desejados. Despertarão curiosidade, se forem famosos, por exemplo. Mas... nada mais do que isso. Revistas de homens pelados têm um público específico que quase nada tem a ver com mulheres, se vocês me compreendem.


O homens, quando nos masturbamos, pensamos em alguém, alguém próximo [a] ou distante, mas em alguém. Ou olhamos uma foto. Ou assistimos a um filme. Enfim, é preciso ter em mente algo bem concreto, para que alcancemos um bom orgasmo, quando nos masturbamos.


E as mulheres?


Técnicas masturbatórias femininas, conhecemo-las aos montes, hoje, através de mil depoimentos, de mil filmes e fotos, de conversas e confissões. Dedos, consolos, vibradores, chuveirinhos, travesseiros, ursinhos... Sabemos tudo.


Só não sabemos, exatamente, porque elas quase nunca falam sobre isto: sua mente, sua imaginação. Em que pensam as mulheres, quando se masturbam?


O que imaginam? Quais os sonhos? Para onde vão seus pensamentos? O que povoa sua libido?


Paus – grandes ou pequenos? Paus? Físicos bem definidos? Jovens efebos? Coxas? Bundas? Homens ou mulheres? Um homem ou mulher específicos ou seres genéricos, ideais, perfeitos? A lembrança de uma boa trepada ou a idealização de um sexo que nunca aconteceu? Um perfume perturbador? Um papo inteligente que não acabou na cama? Ou aquele ser que passou de repente ao lado, na rua ou no aeroporto? Uns olhos penetrantes? Ou apenas a lembrança do cheiro do sexo, apenas do sexo?


O que realmente cria a imaginação da mulher, enquanto toca a sua siririca, feliz e sonhadora, para chegar ao orgasmo?


Está aí um enigma. Alguém se habilita a decifrá-lo, como um novo Édipo?

(Giannis Tzermias - Édipo e a Esfinge)




sexta-feira, 22 de maio de 2026

MASTURBAÇÃO: NO QUE PENSAM AS MULHERES, QUANDO SE MASTURBAM? (white version)




Masturbação. Há muito, deixou de ser “pecado” e, muito antes, deixou de ser “o vício” solitário, aquilo que podia prejudicar a saúde ou indicar desenvolvimento sexual precário.



Homens e mulheres se masturbam. Independentemente de idade ou de condição sexual. Nem vamos fundo nessa questão, porque não é objetivo, aqui, escrever nenhum tratado sobre onanismo (ah, Onã, você que não gozou na boceta da cunhada, sem querer virou o pai dos masturbadores... ) nem sobre sexualidade.


Seguinte: quase todos os homens (ou a maioria) são bichos visuais, ou seja, apreciamos o “ver”. Por isso, fazem sucesso as revistas de mulheres peladas; por isso, há tantas delas por todo lado e, agora, especialmente na internet. As mulheres sabem disso e nos extasiam, exibindo-se.



Mas, publiquem-se fotos de homens nus. Podem ser os mais belos, os mais desejados. Despertarão curiosidade, se forem famosos, por exemplo. Mas... nada mais do que isso. Revistas de homens pelados têm um público específico que quase nada tem a ver com mulheres, se vocês me compreendem.



O homens, quando nos masturbamos, pensamos em alguém, alguém próximo [a] ou distante, mas em alguém. Ou olhamos uma foto. Ou assistimos a um filme. Enfim, é preciso ter em mente algo bem concreto, para que alcancemos um bom orgasmo, quando nos masturbamos.



E as mulheres?



Técnicas masturbatórias femininas, conhecemo-las aos montes, hoje, através de mil depoimentos, de mil filmes e fotos, de conversas e confissões. Dedos, consolos, vibradores, chuveirinhos, travesseiros, ursinhos... Sabemos tudo.



Só não sabemos, exatamente, porque elas quase nunca falam sobre isto: sua mente, sua imaginação. Em que pensam as mulheres, quando se masturbam?



O que imaginam? Quais os sonhos? Para onde vão seus pensamentos? O que povoa sua libido?



Paus – grandes ou pequenos? Paus? Físicos bem definidos? Jovens efebos? Coxas? Bundas? Homens ou mulheres? Um homem ou mulher específicos ou seres genéricos, ideais, perfeitos? A lembrança de uma boa trepada ou a idealização de um sexo que nunca aconteceu? Um perfume perturbador? Um papo inteligente que não acabou na cama? Ou aquele ser que passou de repente ao lado, na rua ou no aeroporto? Uns olhos penetrantes? Ou apenas a lembrança do cheiro do sexo, apenas do sexo?



O que realmente cria a imaginação da mulher, enquanto toca a sua siririca, feliz e sonhadora, para chegar ao orgasmo?



Está aí um enigma, como o da Esfinge. Alguém se habilita a decifrá-lo, como um novo Édipo?

(Jean-Auguste Dominique Ingres: 
Édipo decifra o enigma da esfinge)


quarta-feira, 15 de abril de 2026

UM BEIJO É SEMPRE UM BEIJO E SEMPRE ESQUENTA EM BAIXO

Beijar é bom, muito bom. Mas, quando surgiu o beijo? Quando nós, os humanos, começamos a nos beijar e nos excitar com o beijo? Questão difícil de resolver, mas o artigo a seguir dá algumas pistas sobre isso. Um amigo meu dizia “beija em cima e esquenta em baixo”, por isso escolhi fotos que ilustram bem essa frase. Divirta-se:

EM QUE MOMENTO DA HISTÓRIA OS HUMANOS COMEÇARAM A SE BEIJAR NOS LÁBIOS



Beijar na boca é um ato tão natural e comum em várias sociedades atuais que é facilmente banalizado.


Mas, na verdade, não está claro se as pessoas sempre se beijaram ou se isso só começou a acontecer em um passado relativamente recente.



O fato é que a história e os motivos do beijo são mais complexos do que se poderia imaginar.


Em artigo publicado na revista científica Science, analisamos quantidades significativas de evidências negligenciadas que desafiam as crenças atuais de que o primeiro registro de beijo romântico-sexual aconteceu na Índia, por volta de 1500 a.C..




Em vez disso, o beijo na boca foi documentado na antiga Mesopotâmia — atual Iraque e Síria — desde pelo menos 2500 a.C..



Isso significa basicamente que a história registrada do beijo romântico-sexual é pelo menos 1.000 anos mais antiga do que a data mais antiga conhecida anteriormente.




Por que nos beijamos?


Antropólogos evolucionistas sugeriram que o beijo na boca evoluiu para avaliar a adequação de um parceiro em potencial, por meio de sinais químicos transmitidos na saliva ou na respiração.



Outros propósitos sugeridos para o beijo incluem provocar sentimentos de apego e facilitar a excitação sexual.


O beijo na boca também é observado entre nossos parentes vivos mais próximos, os chimpanzés e bonobos. Isso sugere que o comportamento pode ser muito mais antigo do que as primeiras evidências atuais em humanos.



Algumas das fontes mais antigas que mencionam o beijo na boca podem ser encontradas em textos mitológicos sobre atos dos deuses que datam de aproximadamente 2.500 a.C..




Primeiros registros


Em um dos exemplos mais antigos, descrito no chamado Cilindro de Barton, um artefato de argila da Mesopotâmia com inscrições cuneiformes, diz-se que duas divindades tiveram relações sexuais e se beijaram: "... com a deusa Ninhursag, ele teve relações sexuais. Ele a beijou. E preencheu seu ventre com o sêmen de sete gêmeos".




Fontes posteriores, como provérbios, um diálogo erótico entre um homem e uma mulher e um texto jurídico, dão a impressão geral de que beijar no contexto do sexo, da família e da amizade era provavelmente uma parte comum da vida cotidiana em áreas centrais do antigo Oriente Médio, do final do terceiro milênio antes de Cristo em diante.


Ainda assim, parece que o beijo romântico-sexual na rua pode ter sido malvisto, e é possível que fosse praticado preferencialmente entre casais casados.




A sociedade provavelmente tinha uma série de normas sociais do tipo em relação ao comportamento ideal.




Mas o fato de tais normas existirem aponta para uma prática generalizada.





Único ponto de origem?





Evidências sugerem que o beijo na boca era praticado pelo menos no antigo Oriente Médio e na Índia.



Isso se contrapõe a observações prévias sobre a história mais antiga de beijo da humanidade.




Um manuscrito da Índia datado de cerca de 1.500 a.C., por exemplo, foi usado anteriormente para sugerir que o beijo foi trazido para o ocidente como uma prática cultural de lá.



As evidências mais antigas da Mesopotâmia indicam que podemos descartar esse cenário.



Considerando a ampla distribuição geográfica do beijo romântico-sexual na Antiguidade, acreditamos que o beijo teve múltiplas origens.





E mesmo que alguém procurasse um único ponto de origem do beijo, teria que buscá-lo milênios atrás, em tempos pré-históricos.




Um estudo antropológico recente mostrou que o beijo romântico-sexual não é universal.



No entanto, existe documentação escrita antiga sugerindo uma tendência para sua prática em sociedades com hierarquias sociais complexas.




Isso levanta uma questão sobre o quão amplamente usado era o beijo sexual no mundo antigo, especialmente em sociedades que não podem ser rastreadas porque não usavam a escrita.




Embora algumas sociedades possam não ter praticado o beijo romântico-sexual, argumentamos que ele devia ser conhecido na maioria das culturas antigas, devido a contatos culturais, por exemplo.




Mas se pesquisas futuras mostrarem que o beijo na boca não pode ser considerado quase universal no mundo antigo, será interessante considerar as razões pelas quais essa não era uma prática comum.





Surpreendentemente, a história e a cultura do beijo são complexas, com muitos aspectos ainda a serem revelados.






FONTE :

Author : Sophie Lund Rasmussen

Sophie Lund Rasmussen é pesquisadora de pós-doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Author : Troels Pank Arbøll

Troels Pank Arbøll é professor assistente de assiriologia na Universidade de Copenhage, na Dinamarca.

A PALAVRA, de Leilah Assunção

“Xotinha é a das outras. Uma fêmea linda e tesuda como você tem é uma bela de uma bo-ce-ta.” A palavra estalou no quarto. Como gema de ovo. ...